<body><script type="text/javascript"> function setAttributeOnload(object, attribute, val) { if(window.addEventListener) { window.addEventListener('load', function(){ object[attribute] = val; }, false); } else { window.attachEvent('onload', function(){ object[attribute] = val; }); } } </script> <div id="navbar-iframe-container"></div> <script type="text/javascript" src="https://apis.google.com/js/platform.js"></script> <script type="text/javascript"> gapi.load("gapi.iframes:gapi.iframes.style.bubble", function() { if (gapi.iframes && gapi.iframes.getContext) { gapi.iframes.getContext().openChild({ url: 'https://www.blogger.com/navbar/8792885?origin\x3dhttp://suorefantasia.blogspot.com', where: document.getElementById("navbar-iframe-container"), id: "navbar-iframe" }); } }); </script>

30 março 2006

Haverá algo mais belo que um par de namorados que pára no meio do passeio para dar um beijo? E eu só de pensar em abraço os joelhos fraquejam quase caio no chão.

27 março 2006

Não sabia porquê e não achava que fosse mas se calhar talvez sim não ter vontade mas sentia gostava muito mais serem os outros a decidir o que era melhor para si porque as suas decisões o resultado estava tão à vista.
Do fundo do coração e das papilas gustativas, obrigado senhora dona Judite da Assunção Cepeda!

E muito obrigado Diana e Ana Bela e Meu Amor!

26 março 2006

FAZ TODO O SENTIDO

Aqui ali aí acolá.
Ontem agora hoje amanhã e depois, [atrevo-me a acrescentar] sempre.

25 março 2006

E acabar o dia a sorrir a só rir Ri-te para mim é tão bom.

24 março 2006

I might be wrong
I might be wrong
I could have sworn I saw a light coming on

I used to think
I used to think
There was no future left at all
I used to think

Open up begin again
Let's go down to the waterfall
Think about the good times and never look back
Never look back

What would I do?
What would I do?
If I did not have you

Open up and let me in
Let's go down to the waterfall
Have ourselves a good time
It’s nothing at all
Nothing at all
Nothing at all

"I might be wrong", Radiohead

23 março 2006

O CASACO?

Eu sou um balão azul bebé. Eu sou um balão azul bebé esvaziado. Esvaziado. Esvaziado. Eu sou um balão azul bebé esvaziado em cima de umas All Star vermelhas lavadas de fresco. Eu sou um balão azul bebé esvaziado esvaziado quer dizer vazio sem ar. Eu sou um balão (De que cor?) azul bebé esvaziado sob All Star vermelhas de lavadas de fresco de.

Azul. Bebé. Balão.

Vazio. (Suspiro.)

22 março 2006

PARA TI

Como um gatinho a quem apetece dar muitas festinhas e cobrir de miminhos. (Enrosca-te em mim e ficamos a noite toda a conversar.)

19 março 2006

REVISITA

Porque às vezes até pode ser bom e é também assim que crescemos e havemos de fazer uma grande festa isto não é cagança é terapia em caso de uma dor de barriga nunca mais viste. Faz (o que já faz) mas faz mesmo (o que já faz) e vê lá faz (o que já faz).

E quem sou eu para falar?

Os números piscam em tons de anunciar mudança como se o mostrador preenchido se esvaziasse instantaneamente e com ele o tudo resto tudo e dissesse agora já não é era agora é vai ser vê lá aproveita e faz (o que já faz). Uma e outra vez como quase todos os dias que sabendo de antemão já como porque mas ainda assim uma e outra vez sempre retendo estás estou (não sabes já que estou).

Se me recordo bem me lembro não é eu aqueloutro outro em situações tão e nem sabendo do que fui foi esquissos fragmentos coisas no bolso memórias (selectivas) e flashes muitos alguns dentes cerrados a testa franzida nos maxilares de pedra. Momentos de julgamento o meu livre não arbítrio sempre adormecido em impressões o instinto sempre enroscado sobre si vagueio sem expressão bombardeamento de partículas e eu dizendo que sim a tudo. A película que me traz é a película que não traz só traz e diz imbecil acato é certo inerte a razão da não razão essa não há se nem eu sei como poderá mas um safanão era capaz de dar resultado se não acordar deixar cair no chão acorda.

E quem sou eu para falar?

E quem raio sou eu para falar?

Tudo o que passa não é para mim tudo o que passa passou exterior com eu deixar mas não passou ainda em mim passou sem saber. Não passou ainda em mim e não vai passando ciclicamente em eterno retorno e estou eu em frente ao espelho e depois mais perto e muito perto e tão perto que deixo de me conhecer em eterno retorno aquele eu que não decididamente não recalcamentos os meu actos falhados estou eu em frente ao espelho. Por aqui e de repente rebento surpreendido eu mesmo não resiste murmura sem resistir que mais fazer às vezes até pode ser bom.

18 março 2006

Bem sei que estou endoidecendo.
Bem sei que falha em mim quem sou.
Sim, mas, enquanto me não rendo,
Quero saber por onde vou.

Inda que vá para render-me
Ao que o Destino me faz ser,
Quero, um momento, aqui deter-me
E descansar a conhecer.

Há grandes lapsos de memória
Grandes paralelas perdidas,
E muita lenda e muita história
E muitas vidas, muitas vidas.

Tudo isso; agora me perco
De mim e vou a transviar,
Quero chamar a mim, e cerco
Meu ser de tudo relembrar.

Porque, se vou ser louco, quero
Ser louco com moral e siso.
Vou tanger lira como Nero.
Mas o incêndio não é preciso.

Fernando Pessoa

16 março 2006

Corridas de automóveis riscas brancas sobre cores garridas e números nas portas. A ambiência pressupõe barulho mas eu não ouço nada.

Interrupção.

Estou sentado numa cadeira de esplanada na berma de um caminho de terra à minha volta não há nada mas olho fixamente para o corpo do caminho como que à espera que surja algo se estivesse aqui mais alguém havia de ficar intrigado. Observo a passagem do tempo a passagem física do tempo a passagem do dia-a-dia do tempo estou sentado numa esplanada que não existe a observar o tempo que não passa.

Ele ou a justiça dele.
Ponderar não deve custar. Ver ouvir e perceber. Nem seriam necessárias duas pensar uma vez e meia seria suficiente. Para evitar tanto.

15 março 2006

"Always Look on the Bright Side of Life", Monty Python

Some things in life are bad,
They can really make you mad,
Other things just make you swear and curse,
When you're chewing life's gristle,
Don't grumble,
Give a whistle
And this'll help things turn out for the best.
And...

Always look on the bright side of life.
[whistle]
Always look on the light side of life.
[whistle]

If life seems jolly rotten,
There's something you've forgotten,
And that's to laugh and smile and dance and sing.
When you're feeling in the dumps,
Don't be silly chumps.
Just purse your lips and whistle.
That's the thing.
And...

Always look on the bright side of life.
[whistle]
Always look on the right side of life,
[whistle]

For life is quite absurd
And death's the final word.
You must always face the curtain with a bow.
Forget about your sin.
Give the audience a grin.
Enjoy it. It's your last chance, anyhow.
So,...

Always look on the bright side of death,
[whistle]
Just before you draw your terminal breath.
[whistle]

Life's a piece of shit,
When you look at it.
Life's a laugh and death's a joke it's true.
You'll see it's all a show.
Keep 'em laughing as you go.
Just remember that the last laugh is on you.
And...

Always look on the bright side of life.
Always look on the right side of life.
[whistle]

Always look on the bright side of life!
[whistle]
Always look on the bright side of life!
[whistle]
Always look on the bright side of life!
[whistle]
Always look on the bright side of life!
[whistle]
Always look on the bright side of life!
[whistle]
Always look on the bright side of life!
[whistle]
Always look on the bright side of life!
[whistle]
Always look on the bright side of life!
[whistle]

Repeat to fade...
Não sei pessoas eu eu já não sei pessoas e falar as pessoas eu já não sei. Eu-instrumento ou eu-meio para um outro-fim não coxeio apressado por uma colina abaixo se chegar à curva se eu chegar à curva não coxeio num campo de linho plantado meses antes. Houve tempos de escuridão em que julguei ver o mundo com toda a clareza com que o coração me bate na mão cá mão mau.

Apetece-me. Apetece-me ritmo apetece-me alavanca (mão numa) apetece-me controlo apetece-me não estar sujeito apetece-me.

13 março 2006

CAPPUCCINO E TARTE DE MAÇÃ

Cappuccino e tarte de maçã (torta di mela) que saudades. Que saudades de cappuccino e tarte de maçã que saudades de ti. Tu, tarte de maçã (torta di mela), cappuccino, que poderia eu querer mais. Que saudades. "Nada é tão mau quanto não te ter e saber que o teu riso é o aviso que de ti preciso para viver"...

Sozinho finjo deambular digo finjo porque sei que não deambulo vou andando com destino o aparente é sem destino mas ele no entanto está cá. Vou andando para casa vou andando para aquela casa vou andando para a casa do
senhor...?
Giangiacomo Feltrinelli.
Olá muito prazer. Olá bem-vindo tudo bem tira o casaco senta-te confortável podes ficar o tempo que bem entenderes. Oh mas que simpático muito obrigado é uma honra não quero incomodar. Não incomodas nada está à vontade mexe no que te apetecer tira as coisas do sítio ouve lê fica para aí estás em casa. Estou em sua casa. Estás em casa.

Quando se pára de não deambular não se pode voltar a não deambular custa mas é mesmo assim e toda a gente diz que já faltou mais e realmente já faltou mais e toda a gente diz que passa rápido e realmente não passa rápido. Não deambular longe de casa não é não deambular são só passeios não improvisados e sempre de itinerários repetidos mesmo em meras fracções de canais e pessoas. A neve e a pessoa corrida em frente para lá para depois para longe. Não não deambulo porque não posso e não consigo são serão sempre não deambulações vazias e monótonas aborrecidas e repetitivas. Não deambular sem inovar. Não sei deambular.

Tudo isto me parece no fundo mais um verão isso mesmo sinto que estou a viver um longuíssimo verão um daqueles verões que se nos agarra à pele o tempo pegajoso um verão desses sem calor é este verão de tempo e distância (confere) de saudades (confere confere confere) um verão. Um verão como os que tenho conhecido um verão de vida em suspensão. Um daqueles verões em que a peste da solidão se abate sobre o nosso olhar e não podemos senão recusar e dizer que não. Não tenho medo de amar.

06 março 2006

Hoje passei por cães. E não tive quem se agarrasse a mim a quem pudesse dizer calma. E não tive quem se agarrasse a mim a quem pudesse dizer calma. Não tive por quem me meter à frente dos cães. Não tive por quem meter a mão o braço a perna a cabeça nas bocas dos cães. Tomem cães mordam-me a mim. Calma. Tomem cães mordam-me antes a mim (é carne ruim) mordam-me antes a mim.

Encerro-me. Encafuado para ficar calado encafuado. Encafuado frustrado encafuado calado sempre calado. Encafuado parado enjaulado exilado encafuado parado. Vou-me arrumar nesta gavetinha cobrir-me com os cobertores e virar-me para o outro lado muito sossegado esquecer-me disto tudo e acordar lá mais para diante ou antes ou antes pudesse o tempo. Fechem a gaveta quando saírem deixem-me ficar aqui deitado (mas acordado) coberto com os cobertores virado para o outro lado a esquecer-me. A esquecer-me. A esquecer-me que fiz o que faço.

Palhaço. PA-LHA-ÇO. Amasso espaço. Lasso. Passo. Aço (vergastada nas costas). Aço (toma). Asso o laço faço embaraço. Giraço. Palhaço leva com o aço. Palhaço.
Respiratório. Obrigatório. Dormitório. Reservatório. Transitório sempre transitório sempre sempre transitório. Irrisório provisório suspensório.
Anedotário: otário - ó tá riu -. Canário que lê o dicionário. Panfletário. Armário empresário. Armário libertário. O empresário sai do armário porque é libertário.
Arquitectura! E dura, e dura... Perfura lonjura textura. Leitura loucura. Fissura lisura rasura. Koliko je ura? Ura urra! Urra!

Estou cansado não me posso deixar adormecer estou cansado não me posso deixar adormecer estou cansado não me posso deixar adormecer agora.

05 março 2006

PÃO DAS ESTRELAS

Adormeço mais facilmente durmo muito melhor quando deitado tenho os comboios a passar-me aos pés e os ouço de peito quente e coração aconchegado. Nessas alturas quase esqueço que a culpa de não ter o que quero é única e exclusivamente minha nada de que inevitavelmente não me recorde quando volto ao castigo e caminho pesado os caminhos que já conheci com agora duplamente frágil. Caminho pesado carregado carregando pensamentos carregando a culpa a loucura em alturas em que genuinamente chego a casa e sinto-me enlouquecer choro louco choro frustrado choro derrotado choro destruído. Fins de semana sem fim fins de semana sem gente nem fim fins de semana sem nada nem nada nem fim fins de semana de tempo arrastado sem fim de final fim de fins de semana de tempo sem fim sem chocolate com fim sem abraços e beijos sem fim fins de semana sem fim com dormência sem fim.

Adoro os semáforos pouco verdes por muito amarelos adoro os semáforos mais amarelos que verdes. Apetece-me gritar aos parvos que por natureza parvos (ou generalizo sem ter em atenção outra coisa que não a frustração por demais precoce) parados em ruas desertas à luz vermelha que os comanda que andem que andem que se mexam que deixem de ser parvos que não fiquem parados em ruas desertas à luz vermelha que os comanda e os cega. Os parvos por generalização por natureza parvos são tudo dormentes como até em ruas desertas [abertas cobertas] fecham os olhos às luzes só vêem parar.

Ter na mão e deixar fugir é diferente de ter na mão e mandar embora deixar fugir acontece porque não se foi suficientemente rápido inteligente cuidadoso e fugiu sem se poder fazer algo contra algo mais que lamentar deixou-se fugir mas não se mandou embora fugiu fugiu pronto. Se se teve na mão e se mandou embora se se teve e se trocou por outra coisa qualquer não foi descuido não foi outra coisa que não burrice muita burrice estupidez incrível quem mandou embora o que teve na mão merece ser insultado muito pior do que isto. Ter na mão e atirar para o chão merece ser recompensado com muitas bofetadas e castigos a quem desperdiça assim um ano luz é muito bem feito perder um ano em tempo suspirado em insanidade pressentida em lacrimejar frustrado. Mesmo que ainda pense que é cedo é bem feito por ter atirado mandado embora oportunidade assim a insatisfação é natural é devida a vida sabe a frustração foste tu que quiseste escolheste agora toma. Presumindo que ah que bem e tudo não quero antes vou faço e aconteço toma agora vê lá o que se tornou tudo e é tão infinitamente culpa tua vê se aprendes e de uma vez por todas não julgues que sabes sabe antes que não sabes nem julgas não faças se não pensas se não estás bem onde estás nunca estás bem onde estás nunca estás bem onde não estás sem.

God only knows what I’d be without you.

03 março 2006

DIMENSÕES

imagem de Peggy Guggenheim Collection


The Poet (Le Poète). O meu primeiro Picasso.

E a admiração a exaltação a estupefacção a respiração suspensa e os centímetros dos olhos ao vidro a observar cada pincelada cada pormenor cada relevo sem compreender como é possível como noutra dimensão.

TANTA COISA UNS DIAS

O regresso. Apesar de o dia ter corrido tão imenso fundo gosto ainda do mundo nem que seja um mínimo uma pessoa o mundo gosto dele se gosto de mesmo quando os dias correm tão fundo como este e eu ainda nem estou nem perto quase bom se me afasto outra e outra e outra e outra vez do meu bem equilibrado nas linhas delicadas dos carris Não chores eu não mas claro eu mas e tu nós Não chores vai eu vou vai vamos fecho os olhos e não há-de ser nada um segundo estás aqui o segundo seguinte longe.

Regresso. E o bocejar não é só sono ou fome ou nada vem água no bocejo a boca boceja os olhos não bocejam turvos castigados outra vez de olhos fechados até mais tempo de bem de Onde queres ir vamos por aí sem grandes correrias vamos ver livros ouvir música e beber cafés e só isso essa leveza os dois bastamos beijos e muitos beijos com batom sem batom beijos beijinhos num não cansar de.

Há uns dias. Não sou
auto-estrada
astronauta
aeroplano
e isso até me deixa mesmo que tendência universalmente definida para o auto-embaraço nem que seja só maçãs misturadas porra como posso eu porque não porque raio bolas ao menos uma vez na vida.

Se me visto se desço se fumo pela boca os olhos acompanham o bocejo o castigo o castigo o castigo a mesma ideia presente o peso nos ombros deste castigo deste exílio deste desterro. E hoje o caminho para casa triste o comer triste o dormir triste triste triste vem aí um fim-de-semana triste que raio de existência esta triste.

Ainda não perdi o ano mas sinto que este é um ano perdido entre parêntesis.