<body><script type="text/javascript"> function setAttributeOnload(object, attribute, val) { if(window.addEventListener) { window.addEventListener('load', function(){ object[attribute] = val; }, false); } else { window.attachEvent('onload', function(){ object[attribute] = val; }); } } </script> <div id="navbar-iframe-container"></div> <script type="text/javascript" src="https://apis.google.com/js/platform.js"></script> <script type="text/javascript"> gapi.load("gapi.iframes:gapi.iframes.style.bubble", function() { if (gapi.iframes && gapi.iframes.getContext) { gapi.iframes.getContext().openChild({ url: 'https://www.blogger.com/navbar/8792885?origin\x3dhttp://suorefantasia.blogspot.com', where: document.getElementById("navbar-iframe-container"), id: "navbar-iframe" }); } }); </script>

28 novembro 2005

LIVROS LEVES

O Tiago perguntou ao Tiago E então como foi, e o Tiago nem precisou responder só sorriu. O Tiago disse ao Tiago Se eu soubesse o que sei hoje, o Tiago concordou Sim se eu soubesse, e nem terminou deixou só as reticências. O Tiago disse ao Tiago Se eu soubesse o que sei hoje, o Tiago concordou Bolas se eu soubesse, e desatou a sonhar. As reticências ficaram ali o Tiago partiu porque se ele soubesse. O Tiago com o Tiago não disse mas sentiu Só me apetece partir. O Tiago e o Tiago Se soubesse o que sei hoje, e lembrou-se das perguntas incisivas.

Pernas e braços por partir. Pernas e. Escadas caminhos ensaboados exercícios de equilibrismo qualquer passeio qualquer progressão difícil. Bolas nunca imaginei eu cá nunca nem sabia afinal mas isto é tão fraco e um congelador por dentro está tudo congelado pois é esta altura que temos de subir para andar. Até ao dia em que imaginado eu quase o vejo claramente ou sinto-o pressinto-o a escorregadela uma escorregadela em câmara lenta câmara muito lenta e o corpo todo suspenso no ar corpo todo suspenso no ar a rodar lentamente para trás para trás para trás até ao impacto no congelador e se for com a cabeça bolas se for com a cabeça logo a nuca ali a nuca ai a nuca cuidado se se desliga. Tão fortes mas tão fracos.

Divido-me entre a janela e a cama a janela onde sonho acordado a cama onde sonho a dormir.

O calendário é gigante e olha para mim e eu olho para ele e ele olha para mim eu a contar os dias acho que ele à noite acrescenta mais só para me testar só para me chatear só para me angustiar.

Um banho nunca é só um banho é sim quase sempre uma massagem à alma esqueço-me do tempo esqueço-me de tudo nada importa jamais agora só o banho e o ritual agora sem ritual e tanta falta que faz o ritual tanta falta que fazes tu. Um banho nunca é só um banho é sempre uma limpeza da alma a água dos olhos mistura-se confunde-se com a outra água a águas dos olhos é a água da alma e confundem-se numa massagem à alma.
Tomar consciência de que o tempo passa vai passando o tempo anda e de repente então estamos assim como.

23 novembro 2005

BRANCO

"Batem leve, levemente,
como quem chama por mim.
Será chuva? Será gente?
Gente não é, certamente
e a chuva não bate assim.

É talvez a ventania:
mas há pouco, há poucochinho,
nem uma agulha bulia
na quieta melancolia
dos pinheiros do caminho...

Quem bate, assim, levemente,
com tão estranha leveza,
que mal se ouve, mal se sente?
Não é chuva, nem é gente,
nem é vento com certeza.

Fui ver. A neve caía
do azul cinzento do céu,
branca e leve, branca e fria...
– Há quanto tempo a não via!
E que saudades, Deus meu!

Olho-a através da vidraça.
Pôs tudo da cor do linho.
Passa gente e, quando passa,
os passos imprime e traça
na brancura do caminho...

Fico olhando esses sinais
da pobre gente que avança,
e noto, por entre os mais,
os traços miniaturais
duns pezitos de criança...

E descalcinhos, doridos...
a neve deixa inda vê-los,
primeiro, bem definidos,
depois, em sulcos compridos,
porque não podia erguê-los!...

Que quem já é pecador
sofra tormentos, enfim!
Mas as crianças, Senhor,
porque lhes dais tanta dor?!...
Porque padecem assim?!...

E uma infinita tristeza,
uma funda turbação
entra em mim, fica em mim presa.
Cai neve na Natureza
– e cai no meu coração.
"

"Balada da neve", Augusto Gil

08 novembro 2005

BABEL

Os portugueses desentendem-se em inglês. Eu já sonho em castelhano.

07 novembro 2005

TEREMOS SEMPRE O FADO

"Perguntas-me o que é morrer
Meu amor, minha alegria
Morrer é passar um dia
Todo inteiro sem te ver."

"Canção Balada" (excerto)

02 novembro 2005

PEN SAR

Mui tas vez esd á-me par aju nta ras let ras trê sat rês aop ens arn ãos eim uit obe mpa raq uês eiq uef ico abo rre cid ose afr ase ote xto ope nsa men toa spa lav ras com que pen son ãoc heg ama ofi mse mso bra rne nhu mac omo ago ra.

Outra sveze spref iroag rupar aslet rasdo smeus pensa mento semgr uposd ecinc oumas vezes quand odepo isdet entar combi naçõe sdetr êsnão chego aofim semso brarn enhum aoutr aspor queém aisfá cilma isráp ido.

[Isto não está a correr bem.]

Sinto que penso que penso tudo o que penso é um perder de ideias e algumas vezes penso ideias que me parecem boas boas ideias mas que depois não registo não aponto não guardo e perco acabo por esquecer-me e nunca mais. Sinceramente não julgo não espero nem presumo que me ocorram grandes projectos ou revoluções mas também tenho pena de às vezes perder coisas idealizações mentais que se calhar até fariam dariam resultariam em algo diferente.

Tenho tantas músicas na cabeça não poder ouvir música é um castigo terrível. Só para mim só cá dentro vou ouvindo as músicas que me compõem. Um dia acordei e a música cá dentro fez-me chorar e depois a carta tão bonita tão tudo e aí chorei sim chorei realmente chorei para me limpar. Nunca mais é outra vez.

[E parecendo que não passaram dois meses. Já. Não. Ainda. Só. Para mim o tempo parece que se arrasta quem dera que voasse.]