29 março 2005
28 março 2005
Um discurso diário e constante, gritado em volume demasiado alto, de lamentações recorrentes, recriminações, ameaças, preocupações infundadas e planos de trabalho doméstico é o suficiente para fazer qualquer um desejar ficar longe de um lugar por muito e longo tempo.
Eu, por exemplo.
Eu, por exemplo.
27 março 2005
À MESA DO JANTAR
Conversas sobre o fim do mundo numa perspectiva infantil são cómicas. Conversas sobre a avaliação e a escola tornam-se obsessivas.
SEQUÊNCIA MÁGICA ou CAMINHO PARA A FELICIDADE
Beijinho no canto da boca, mesmo no sítio onde os lábios se juntam.
Beijinho no pescoço, quase ao pé do lóbulo da orelha.
Beijinho no olho, ligeiramente abaixo da sobrancelha.
Beijinho no pescoço, quase ao pé do lóbulo da orelha.
Beijinho no olho, ligeiramente abaixo da sobrancelha.
26 março 2005
Para não me esquecer, mudei o meu relógio para a nova hora antes da altura. É muito estranho ter a percepção mental de que ainda é cedo, mas olhar para o relógio e ver que afinal já é tarde...
A INCONVENIÊNCIA
Alta hora. Presença inconveniente. Eu, constrangido. Ainda assim, sem ser indelicado.
Um diálogo interrompido e frequentemente interrogado. De maneira desagradável, por vezes. Ou então é a minha paciência. Faço um esforço para que tudo acabe, mas não sou bem sucedido. É tarde. O meu amor explode numa janela colorida, e eu sem poder tranquilamente oferecer-lhe uma rosa.
A inconveniência lê-me as notícias. Eu quero antes ler o meu amor. Que espera por mim, que está tudo bem. Apetece-me dizer de viva voz amo-te mais que tudo na vida mas tal não seria razoável. Demasiado tarde, quem esperava não podia esperar tanto e foi. Mas os ruídos discretos trazem-me sinais da sua presença.
Enfim, uma inconveniência...
Foi mais um dia longe...
Um diálogo interrompido e frequentemente interrogado. De maneira desagradável, por vezes. Ou então é a minha paciência. Faço um esforço para que tudo acabe, mas não sou bem sucedido. É tarde. O meu amor explode numa janela colorida, e eu sem poder tranquilamente oferecer-lhe uma rosa.
A inconveniência lê-me as notícias. Eu quero antes ler o meu amor. Que espera por mim, que está tudo bem. Apetece-me dizer de viva voz amo-te mais que tudo na vida mas tal não seria razoável. Demasiado tarde, quem esperava não podia esperar tanto e foi. Mas os ruídos discretos trazem-me sinais da sua presença.
Enfim, uma inconveniência...
Foi mais um dia longe...
NA RUA
Por momentos, fico parado a olhar o céu. Há nuvens negras negras no horizonte. A brisa sopra suave e fresca, mas eu ainda não posso saboreá-la.
24 março 2005
22 março 2005
CENA DE FILME
Ia jurar que o céu chora por já não te ter aqui. E eu vou caminhando por estas ruas...