<body><script type="text/javascript"> function setAttributeOnload(object, attribute, val) { if(window.addEventListener) { window.addEventListener('load', function(){ object[attribute] = val; }, false); } else { window.attachEvent('onload', function(){ object[attribute] = val; }); } } </script> <div id="navbar-iframe-container"></div> <script type="text/javascript" src="https://apis.google.com/js/platform.js"></script> <script type="text/javascript"> gapi.load("gapi.iframes:gapi.iframes.style.bubble", function() { if (gapi.iframes && gapi.iframes.getContext) { gapi.iframes.getContext().openChild({ url: 'https://www.blogger.com/navbar/8792885?origin\x3dhttp://suorefantasia.blogspot.com', where: document.getElementById("navbar-iframe-container"), id: "navbar-iframe" }); } }); </script>

29 junho 2006

ADEUS LJUBLJANA NUNCA TE AMEI

Adeus Ljubljana nunca te amei. Adeus Ljubljana custou-me passar este tempo aqui acho que sabes que acreditas nisso. Adeus Ljubljana e adeus este ano. Tu Ljubljana ficas no teu sítio e eu volto para o meu sítio e é assim cada um no seu sítio que estamos bem os dois Ljubljana. Adeus Ljubljana custou mas acabou. Adeus Ljubljana e se eu soubesse o que sei hoje.
E no entanto Ljubljana não posso dizer que não vou levar recordações na bagagem. E no entanto Ljubljana não digo assim que não volto que não te quero mais ver. E no entanto os bons momentos em dias de sol. E um certo dia em passeio com bicicleta e logo sentar à beira-rio com os morangos para mais tarde. E os cafés os concertos o caminho de todos os dias a estação ferroviária e os comboios sempre os comboios os bons dos comboios. E algumas pessoas e algumas noites. E os banhos de uma hora ou mais ainda autênticas lavagens mais que ao corpo à alma. E as viagens especialmente a viagem aquela viagem aquele percurso que tantas vezes feito tantas mais vezes sonhado fui e já não trouxe o coração comigo. Adeus Ljubljana no entanto mais que tudo uma lição de decisão.

Adeus Ljubljana nunca te amei.

25 junho 2006

Assaltado por um estado de espírito os olhos magnetizados pelo chão.

22 junho 2006

Só este ser leve a rumba no ar saboreando as palavras as ditas e as ouvidas saboreando com os olhos com a língua saboreando com os lábios o coração.

REFUGO

Eu sem exclamações.

21 junho 2006

CADÁVER ADIADO

No fundo era o homem ainda que não se deixava cair já mas antes atirava-se para o chão à espera que retornasse qual bola saltitona. Era o homem aos solavancos o homem em silêncio em desconforto.

20 junho 2006

Levantou-se pairou sobre a cidade qual pássaro ave nocturna aspirou o silêncio do ar da noite recolheu deitou-se adormeceu a garganta entupida de palavras os olhos magoados.

17 junho 2006

O TEMPO DOS DIAS

E todos os dias à hora mais ou menos marcada telegrafava o relatório meteorológico o relatório de inactividades as falas repetidas de dia para dia aparentando interesse.
E que culpa tenho eu se água transborda a meus pés estou ali mas não estou viajei para longe para um não-tempo imaginado em reflexão.

QUEM DIRIA

A banalidade matou a regularidade (a originalidade?).

16 junho 2006

COMPLICADO

Como as telecomunicações (absurdo, inexplicável, revoltante).

15 junho 2006

SEMPRE TUDO BEM

Eu sou da espécie que tem de ser extinta. Eu sou a espécie que tem de ser extinta. Eu sou o cancro o defeito o excesso eu estou a mais eu sou a mais eu preciso da extinção. Extingam-me por favor a mim e a vocês a minha extinção será tão mais valiosa para a vossa espécie a vossa existência com a minha não-existência só ganhará preciso por isso de ser extinto. Constituições a pairar em aluviões ovos estrelados a crepitar no pavimento candeeiros a pingar diamantes. A batalha naval ainda agora começou não há semáforos no rio e os barcos apitam assobios num engarrafamento ondulante parece que anda para aí um francês algures ninguém sabe muito bem onde.

09 junho 2006

A felicidade triste em palavras que nunca deixaram de ressoar na minha cabeça.

PALAVRAS PARA UM SILÊNCIO

Comendo chocolate e suspirando.

06 junho 2006

THE ERASER

04 junho 2006

PEDIDO

Diz-me o que quero ouvir mas não me digas o que quero ouvir.

03 junho 2006

Aquele pedaço de fita-cola no cobertor. A recordação do cheiro das impressões dos primeiros dias. A promessa, desde aquele dia, de nunca mais abrir a torneira da água fria antes da da água quente.

SÁBADO SEM SOL

Não sabia dizer ao certo quantos minutos foram, quanto tempo ficou ali depois de o comboio partir, a olhar o binario vazio como vazio estava no interior, os minutos caindo lentamente como gotas, olhou à volta e não percebia os ponteiros do relógio, não percebia nada à volta e o comboio já não se via ao longe ao longe ao longe, não sabia há quantos minutos há quantas horas tinha partido o comboio tinha partido o espírito e a embalagem ficou para ali abandonada naquela plataforma de estação. E então andar sem destino andar sem vontade andar só (sozinho) andar porque sim andar para onde.

Naquele dia a música foi a alegria do homem. Naquele dia respirar era a coisa mais difícil do Mundo.
Fim-de-semana sabe a mastigar bolachas torradas duas a duas sem fôlego para não deixar cair migalhas.