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29 setembro 2005

PENSAMENTO ZERO ZERO PENSAMENTO

Um quatro dois um

eu podia fingir que não é nada que não é nada comigo que isto é só o tempo. Eu podia dizer que sim podia dizer que não podia dizer que já passou que vai já passar ou que não é nada que é só o tempo. Podia inventar ser criativo ser parvo ser simplesmente ser mas não sei não sei ser não sei silêncio não sei pensar ou não pensar mas eu não penso absolutamente não sei o que fazer e também não sei fingir. But today i got to feel sometimes i feel so depressed sometimes sometimes i just think i could use a little death yes i could use a little death. A little big bit of death injected in my veins.

Não sei o que estou a dizer se calhar é do tempo isto se calhar é do tempo. I could use a little death, just drink all the rain just step on my brain once and once and once again until everything is gone everything is forgot everything is lost. I´m so tired i could sleep for the rest of my life i wish i could sleep so much that i got no memory of what is and of what was. Pensamento zero zero pensamento pensamento zero zero pensamento. Custa.

26 setembro 2005

"YOUR DOG"

Banda sonora para ouvir cantar baixinho às escondidas porque não é bom estar assim em momentos de tristeza miudinha tristeza tão triste acho que tristeza quase bonita (a tristeza pode ser bonita? Talvez seja melancolia? Ou saudade?) desde que não se cultive em demasia.
Mas olhem que isto assim não é nada não é sequer parecido com a música mesmo a música se puderem ouçam-na.

"Everyday make a fine loaf of bread
And after work just before sunset
You hang down to the city park
There you're alone with the burbs in the dark

And I've seen other people do that too
But they're older than your twenty-two
They lost hope and soon they'll be gone
They'll just vanish with the setting sun

But I know, yes I know,
They're flying within you again,
But I won't let them get you
'Cause you're my only friend
You're my only friend

When I said I wanted to be your dog
I wasn't coming on to you
I just wanted to lick your face
Lick those raindrops from the rainy days

You can take me for a walk in the park
I'll be chasing every single lark
I'll be burying all the skeleton bones
Peeing on every cold black stone

But I know, yes I know,
They're flying within you again,
But I won't let them eat you
'Cause you're my only friend
My friend
My only friend
You're my friend"

Jens Lekman, "When I Said I Wanted To Be Your Dog"

23 setembro 2005

RESUMO

Tenho andado sem dizer nada sem pensar nada concentrado apenas no que sinto no que sei no que é quero lá saber do que será do que poderia ser. Recomeço reconstrução regeneração limpeza da alma e só fica o sentimento tão forte tão profundo tão bonito.

Lágrimas de impotência tens que ser forte tu tens que ser forte vê se tens juízo que já tens idade para isso. Impotência de não poder fazer nada revolta. O meu coração anda agitado está aqui mas preferia mesmo assim estar aí o coração precisa da sua casa.

Ando a sonhar sonhos bonitos com
tigo.

19 setembro 2005

EXPLOSÃO

Explosão de dentro de mim a começar na cabeça os maxilares que doem doridos de cerrados o fogo no peito batimento acelerado desregrado descompassado a cabeça zonza sem saber

PÁRA!

não quer mais já chega acha que é suficiente

PÁRA!

estar assim sem razão. A cabeça em perspectiva a ganhar vida e a descrever círculos no ar com violência com demasiada violência quase choca contra o mobiliário é mesmo a intenção magoar contra os móveis magoar magoar magoar os maxilares não podem mais de mastigar não de mastigar só de estarem assim fechados com força.

Calma... Calma. Calma! CALMA! CALMA!!!

Explosão. Fogo violento descontrolado vindo cá de dentro com dor lágrimas secas lágrimas que não escorrem mas que os olhos anunciam. Calma. Calma... Calmaria.

Já passou.

A SOLUÇÃO

Frequentemente me tem aparecido mentalmente a resposta a tudo. Por vezes apetecia-me só fechar os olhos e diluir-me na realidade e assim descansadamente deixar de existir e desaparecer para todos. Podia ficar assim de olhos fechados sem saber nada, sem pensar em nada, sem me preocupar com rigorosamente nada.

A janela do oitavo andar. Rosa sobre o umbigo.

A solução seria levemente deixar-me cair deste meu oitavo andar para uma piscina imensa (um mar?) de pétalas de rosa. Cairia preferencialmente de cabeça para baixo e devagar muito devagar

nesta minha trajectória

descendente até ao

choque surdo,

esmagador

com

(acelere-se a acção)

o

AL
CA
TR
ÃO


[E só desculpa desculpa por talvez sujar isto tudo cá em baixo eu não queria foi sem intenção. Porque penso eu tanto?]

Mas tudo isto seria demasiado "fácil"... E eu não sou tão corajoso.

18 setembro 2005

7 meses

Sete meses o sete o teu sete e o meu sete. E que saudades, que saudades do meu sete. Que saudades de ti e do teu sete e de mim em ti e do meu sete e daquele beijo roubado mesmo em frente a toda a gente. Sete.

E revolta distância comemorar adequadamente este marco.

16 setembro 2005

"A luz da minha pálida existência és tu. Eu existo porque tu existes."

Boa viagem meu amor...

AMO-TE*

15 setembro 2005

NÃO-NORMAL

Às vezes não sei sinto que só sou só eu só não-normal ao contrário de toda a gente sim-normal. Não sei acho presumo que ponho a hipótese de Bolas, se toda a gente o faz porque não também tu? errado, profundamente errado não quero sei que não devo óbvio que não vou. O facilitismo é pelo que vejo o caminho sim-normal mas porquê não consigo perceber é tão radicalmente contrário ao aquilo que cá dentro os princípios (E os fins, e os fins?). E bolas eu sei tu também aliás acho que todos sabem Detesto. que Acho completamente horrível. e 2d Deprimente. Degradante. Por isso queria.
Tudo o que vejo me impressiona sim relativamente a alguns aspectos sou facilmente impressionável. Por vezes não resisto também é o melhor a fazer a tapar os olhos. Está tudo podre. E a porcaria da língua que ninguém se entende nem se consegue fazer entender e depois gozam todos uns com os outros mas muito amigos sim somos muito amigos vejam bem que até falamos de (com?) cogumelos. E não não choro mas também o que hei-de fazer eu não choro só às vezes quando estou assim como explicar assim tu sabes e depois tento (Por isso queria.) falar e não dá pronto entendo mas é pena. Desculpa. Desculpa. Desculpa. E eu sei claro que sei mas não sei como dizer isto cá dentro tenho a bomba dentro de uma caixa demasiado pequena o peito vai rebentar não tenho qualquer dúvida mais dia menos dia isto (eu) vai tudo pelos ares. O peito vai rebentando aos poucos a cada dia que passa longe sim são os olhos a ficar líquidos um dia vai dar-se uma grande explosão é melhor correrem para os abrigos. Vou chorar-te um rio, não precisas de pedir.
Acho que nunca foi tão verdade que "Todo o dia e toda a noite só suor e fantasia" acho que nunca o nome deste diário (delírio) íntimo pessoal Porque que será que eu me exponho assim desta maneira perante toda a gente que me conhece? fez tanto sentido como agora faz sim acho que me estou a fazer entender. Não consigo deixar de andar a pensar. Não consigo deixar de andar a pensar nisso e no despropósito sim isto é um despropósito.
Bolas não-normal será que sim sinto-me tão não-normal vou continuando à espera e enquanto isso ah!, decreto a mim próprio frugalidade nos hábitos e costumes nem pensar em mim mesmo dizer Custa. não nem pensar tem de ser vai ser assim quero mesmo que depois tudo o que sobre seja para consolar o coração. Rim no horizonte... Liberdade de (Direito à) preocupação?

Não, este fim de semana não vou viajar.

12 setembro 2005

QUERIA DAR-TE A MINHA VIDA

Podia dizer-te que te queria dar a minha vida Queria dar-te a minha vida assim sem mais nem menos ou com um bocadinho de mais e um bocadinho de menos porque sei sinto que tu saberias cuidar muito melhor dela. Queria ser tudo em ti e se tu não te importasses viver tudo contigo e tão intensamente como o corpo está ainda habituado e os sentidos não se esqueceram, como poderiam eles. Dava-te a minha vida a troco de ti e de tudo o que viesse por acréscimo que tudo é melhor e diferente e tão mais especial se tu estás e quando não enfim não sei.

[Garota de Ipanema ecoando saltando da boca na ponta da língua sem letra só som o inócuo trautear aldrabado de quem não sabe realmente que mais dizer]

Nestes dias sem música é fácil o pensamento viajar e descontrolar-se mas não pode ser deixado à solta rédea curta sim rédea curta disciplina e auto-controlo. As lágrimas irrompem à mera sugestão mental de uma recordação mas não posso não devo estar assim antes pensar com um sorriso nos lábios.

Queria dar-te a minha vida. Queria dar-te a minha vida, colocar-te fisicamente dentro do meu coração porque caso contrário quase explode sem ti. Ljubim te...

09 setembro 2005

SÓ PARA DIZER

Só para dizer que estive por aqui num instante a ler os blogues a ler as novidades a enviar outras novidades. Só para dizer desculpem por não contactar todos como devia ou como queria mas não tenho conseguido aceder à internet. Só para dizer que tudo isto é tão diferente mas tão porreiro.

Desculpem estar de passagem. Desculpem a pressa. Eu prometo voltar.

01 setembro 2005

Adeus.

A próxima vez que ouvirem de mim será talvez já na Eslovénia. Por isso,

Adeus.

[descolagem de Lisboa prevista para as 12h05 do dia 02 de Setembro de 2005]