PÃO DAS ESTRELAS
Adormeço mais facilmente durmo muito melhor quando deitado tenho os comboios a passar-me aos pés e os ouço de peito quente e coração aconchegado. Nessas alturas quase esqueço que a culpa de não ter o que quero é única e exclusivamente minha nada de que inevitavelmente não me recorde quando volto ao castigo e caminho pesado os caminhos que já conheci com agora duplamente frágil. Caminho pesado carregado carregando pensamentos carregando a culpa a loucura em alturas em que genuinamente chego a casa e sinto-me enlouquecer choro louco choro frustrado choro derrotado choro destruído. Fins de semana sem fim fins de semana sem gente nem fim fins de semana sem nada nem nada nem fim fins de semana de tempo arrastado sem fim de final fim de fins de semana de tempo sem fim sem chocolate com fim sem abraços e beijos sem fim fins de semana sem fim com dormência sem fim.
Adoro os semáforos pouco verdes por muito amarelos adoro os semáforos mais amarelos que verdes. Apetece-me gritar aos parvos que por natureza parvos (ou generalizo sem ter em atenção outra coisa que não a frustração por demais precoce) parados em ruas desertas à luz vermelha que os comanda que andem que andem que se mexam que deixem de ser parvos que não fiquem parados em ruas desertas à luz vermelha que os comanda e os cega. Os parvos por generalização por natureza parvos são tudo dormentes como até em ruas desertas [abertas cobertas] fecham os olhos às luzes só vêem parar.
Ter na mão e deixar fugir é diferente de ter na mão e mandar embora deixar fugir acontece porque não se foi suficientemente rápido inteligente cuidadoso e fugiu sem se poder fazer algo contra algo mais que lamentar deixou-se fugir mas não se mandou embora fugiu fugiu pronto. Se se teve na mão e se mandou embora se se teve e se trocou por outra coisa qualquer não foi descuido não foi outra coisa que não burrice muita burrice estupidez incrível quem mandou embora o que teve na mão merece ser insultado muito pior do que isto. Ter na mão e atirar para o chão merece ser recompensado com muitas bofetadas e castigos a quem desperdiça assim um ano luz é muito bem feito perder um ano em tempo suspirado em insanidade pressentida em lacrimejar frustrado. Mesmo que ainda pense que é cedo é bem feito por ter atirado mandado embora oportunidade assim a insatisfação é natural é devida a vida sabe a frustração foste tu que quiseste escolheste agora toma. Presumindo que ah que bem e tudo não quero antes vou faço e aconteço toma agora vê lá o que se tornou tudo e é tão infinitamente culpa tua vê se aprendes e de uma vez por todas não julgues que sabes sabe antes que não sabes nem julgas não faças se não pensas se não estás bem onde estás nunca estás bem onde estás nunca estás bem onde não estás sem.
God only knows what I’d be without you.
Adoro os semáforos pouco verdes por muito amarelos adoro os semáforos mais amarelos que verdes. Apetece-me gritar aos parvos que por natureza parvos (ou generalizo sem ter em atenção outra coisa que não a frustração por demais precoce) parados em ruas desertas à luz vermelha que os comanda que andem que andem que se mexam que deixem de ser parvos que não fiquem parados em ruas desertas à luz vermelha que os comanda e os cega. Os parvos por generalização por natureza parvos são tudo dormentes como até em ruas desertas [abertas cobertas] fecham os olhos às luzes só vêem parar.
Ter na mão e deixar fugir é diferente de ter na mão e mandar embora deixar fugir acontece porque não se foi suficientemente rápido inteligente cuidadoso e fugiu sem se poder fazer algo contra algo mais que lamentar deixou-se fugir mas não se mandou embora fugiu fugiu pronto. Se se teve na mão e se mandou embora se se teve e se trocou por outra coisa qualquer não foi descuido não foi outra coisa que não burrice muita burrice estupidez incrível quem mandou embora o que teve na mão merece ser insultado muito pior do que isto. Ter na mão e atirar para o chão merece ser recompensado com muitas bofetadas e castigos a quem desperdiça assim um ano luz é muito bem feito perder um ano em tempo suspirado em insanidade pressentida em lacrimejar frustrado. Mesmo que ainda pense que é cedo é bem feito por ter atirado mandado embora oportunidade assim a insatisfação é natural é devida a vida sabe a frustração foste tu que quiseste escolheste agora toma. Presumindo que ah que bem e tudo não quero antes vou faço e aconteço toma agora vê lá o que se tornou tudo e é tão infinitamente culpa tua vê se aprendes e de uma vez por todas não julgues que sabes sabe antes que não sabes nem julgas não faças se não pensas se não estás bem onde estás nunca estás bem onde estás nunca estás bem onde não estás sem.
God only knows what I’d be without you.
1 Comentários:
indescritivelmente belo e profundo... como tudo o que escreves
bjs e força ai
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