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19 março 2006

REVISITA

Porque às vezes até pode ser bom e é também assim que crescemos e havemos de fazer uma grande festa isto não é cagança é terapia em caso de uma dor de barriga nunca mais viste. Faz (o que já faz) mas faz mesmo (o que já faz) e vê lá faz (o que já faz).

E quem sou eu para falar?

Os números piscam em tons de anunciar mudança como se o mostrador preenchido se esvaziasse instantaneamente e com ele o tudo resto tudo e dissesse agora já não é era agora é vai ser vê lá aproveita e faz (o que já faz). Uma e outra vez como quase todos os dias que sabendo de antemão já como porque mas ainda assim uma e outra vez sempre retendo estás estou (não sabes já que estou).

Se me recordo bem me lembro não é eu aqueloutro outro em situações tão e nem sabendo do que fui foi esquissos fragmentos coisas no bolso memórias (selectivas) e flashes muitos alguns dentes cerrados a testa franzida nos maxilares de pedra. Momentos de julgamento o meu livre não arbítrio sempre adormecido em impressões o instinto sempre enroscado sobre si vagueio sem expressão bombardeamento de partículas e eu dizendo que sim a tudo. A película que me traz é a película que não traz só traz e diz imbecil acato é certo inerte a razão da não razão essa não há se nem eu sei como poderá mas um safanão era capaz de dar resultado se não acordar deixar cair no chão acorda.

E quem sou eu para falar?

E quem raio sou eu para falar?

Tudo o que passa não é para mim tudo o que passa passou exterior com eu deixar mas não passou ainda em mim passou sem saber. Não passou ainda em mim e não vai passando ciclicamente em eterno retorno e estou eu em frente ao espelho e depois mais perto e muito perto e tão perto que deixo de me conhecer em eterno retorno aquele eu que não decididamente não recalcamentos os meu actos falhados estou eu em frente ao espelho. Por aqui e de repente rebento surpreendido eu mesmo não resiste murmura sem resistir que mais fazer às vezes até pode ser bom.