RESUMO
Afinal de quem é a relutância de onde parte a falta de vontade qual é a razão para o silêncio se é que o silêncio precisa de uma razão de uma motivação de algo para que não nos sintamos depois surpreendidos. E no entanto eu fui apanhado de surpresa genuinamente sem estar à espera como um susto o momento a fugir aos dias que se sucedem uns aos outros sem levantar a cabeça para olhar o horizonte. Especialista em passar de grandes picos para as maiores profundezas mas para mim e sobretudo inesperado como música subitamente interrompida ainda que pessoas a dançar. Fui surpreendido julgo que tanto como os próprios músicos grevistas estáticos com os instrumentos na mão e sem saberem por que razão não tocam agora e fatalmente assim despromovidos nunca mais nada será igual nunca mais os dias serão os mesmos e sinceramente não vejo mal nenhum nisso. Estou sentado posto em calma habituado creio que no fundo gosto sempre assim foi das grandes ou nem tanto simplesmente das rupturas da falsa angústia da voz que murmura até nunca o drama de faz de conta das separações por causa desconhecida e falta de música para baile. Uns dias e cansei-me. Apesar de saber aquele era o meio sorriso de patifa os lábios imóveis a face num esgar silenciosa mas a dizer tudo há silêncios que gritam aos ouvidos mesmo sendo estes tempos tempos novos. Decidi devotei-me ao silêncio à minha introspecção a minha introspecção é a minha desintegração sem nada ao redor observo a efemeridade destas todas circunstanciais declarações de boas intenções murros na atmosfera de tensão acumulada nos músculos dos meus braços não controlo os meus braços movem-se frenéticos e eu atrás deles atrás das metáforas que me carcomem suave e ternamente até à resolução. E em resumo eu rio.
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