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27 dezembro 2006

EMBACIAMENTO

Laboratório. Mon rêve récurrent o cheiro forte intoxicante o medo terror confuso tanto barulho tanta impressão tanta coisa ao mesmo tempo no mesmo lugar tão tão real o suor prova-o é real. Nem me lembro bem de tudo estão marcadas na memória muitas escadas e confusas de mármore branco como eram as escadas da minha escola antiga tão antiga e lembro-me de muitas salas e reuniões não sei porquê e papéis nas portas parece-me que escritos em inglês mas não poderei dizê-lo com toda a certeza. E depois lembro-me da figura e da serra que o acompanha ele talvez vestido com umas jardineiras ou será um avental mas não me lembro da cara nem da voz só das acções que toma. E do cheiro a carne humana putrefacta e do vermelho do sangue pelas paredes e na serra e talvez em mim no sonho esqueci-me de olhar para mim as pernas dormentes impedem-me de fugir no sonho estou calmo e falo inclusivamente com o homem que me confessa o aborrecimento da rotina de ir de sala em sala tratar parece-me que foi o termo tratar das pessoas. Em mim nem uma pinga de espanto pelo cenário só o horror depois o homem ameaça-me também eu serei culpado tão culpado é o executor do crime como o seu mandante mas eu acho que não mandei nada não me lembro bem no sonho mas juraria que não dei ordens nenhumas a ninguém porque me culpa o homem pelo que ele anda a fazer. O meu despertar súbito o bater do coração descompassado exprime o susto meu da minha alma.

Ça, c'est drôle o sentimento miserabilista das pessoas e das passagens das viagens dos diários das pessoas afundando-se docemente em miséria e comiseração a miséria em que as pessoas se concentram e na qual centram a vida para que nada mais sejam que não miséria eu sento-me em frente à tele-visão esta nossa colectiva e agradável droga emulação de vida e simulação de sonhos. E dos costumes serem ridículos não reza a história mas sim apenas daquele sentimento de miséria a morte em vida bem ficcionada para público nenhum a balança não pesa nada mas os primeiros dias são de arrumações isso mesmo e nem a janela deixa entrar algum ar tudo é sentimento de miséria posição fetal nariz enterrado no umbigo. A noite acaba por fim amanhã outra etapa e depois em diante até somente um silêncio de papel de altas horas e areia pelo chão de incidências de insistências de braços baixos e pronto o tempo passa tudo passa tudo se lembra tudo se esquece e no meio resta a caixa enorme transparente de silêncio e distância os carros passam através dela sem desvios de marcha os transeuntes não a vêem só nós não conseguimos e somos absorvidos por ela pelo silêncio.