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31 outubro 2006

TENTAÇÃO

Paro e olho a placa metálica dura fria estática à minha frente aproximo a boca para a beijar penso melhor não beijo o frio do metal mas muito proximamente segredo-lhe detesto esta cidade não obtenho reacção a placa continua na minha frente imóvel diria distante e insensível mesmo assim continuo ouve, detesto esta gente detesto este modo de vida esta leveza estúpida e fácil esta conformação de quem mastiga o que lhe põem à frente sem o questionar. O simples evocar mental enoja-me o asco tão insuportável provoca-me arrepios na pele e agita-me o estômago aquele cheiro aquela viscosidade peganhenta peçonhenta quando no meio de multidões destas características perco o raciocínio e todo eu sou um animal-máquina procuro o caminho entre obstáculos forço o choque busco o conflito quero cuspir todos os insultos que me preenchem a garganta gritar muito e muito alto até me rebentarem todas as veias das têmporas e cair inanimado no chão perante a passividade e a indiferença ébria da multidão ululante.

(O que serei eu em anos envelhecido de nada sentado perante as imagens que passam e amanhã como hoje rezingando sem quê nem porquê?)

Um dia preenchido a saber bem o sabor tão doce do tempo bem utilizado todos os passos todos os momentos tudo tão cheio de tanto o cansaço e a alegria o conforto e a realização. Algumas vezes no meio do ruído da confusão momentos de silêncio e retrospecção a graciosidade num desperdício de água a noite a entrar pelas janelas como numa encruzilhada e sempre aquele vazio aquela impressão aquele magoar e desculpar. E o indivíduo no meio não no centro de todos os outros que o rodeiam procura um rumo depara-se com um dilema um questionamento está vazio um caracol de cabelo ou o cabelo desgrenhado os círculos desenhados por um pé mas tão exaustiva a questão e a ausência de um rumo uma linha orientadora um corrimão que simplesmente ajude a subir as escadas ou a descer as escadas há falta de tanta coisa como um ponto de referência uma orientação.