COIMBRA REVISITED
Coimbra revisited
Sonho daquele beijo eterno em lugar incerto. Respiração respiração acelerada mãos em lume momentos suspensos passos tropeços tropegamente o peito a subir e a descer a máquina em permanente aceleração incomportável para esta a máquina fragilizada a precisar de reparação urgente ou só descanso preenchimento. O medo ou não propriamente medo mas receio temor do que sou e trago em relação em comparação frente a frente com o que eu-não sou imagem mental a confrontação com a expectativa que não posso evitar de mim próprio o cumprir de certas metas tiques traços características de personalidade. Remoinho de imagens e os olhos ávidos a sorver os ouvidos em êxtase ou bloqueio essencialmente isso uma náusea encantadora toques abraços remoinho beijos imagens palavras sons perguntas remoinho meias-respostas respostas incompletas ou respostas nenhumas chavões fugas para a frente para o lado são estas luzes falta de hábito o tempo que já lá vai e o que nunca foi e este ano. A revolta as incidências de deixar a boca aberta como ser roubado em casa todo eu sou indignação e ingenuidade e indignação e palavras presas no peito. Dêem-me a luz da noite e uma mesa redonda ou como noutras ocasiões aliás eu posso ver o futuro eu olho o futuro à minha frente a ter lugar relativamente claro ou então sou eu a pensar mais do que devo nisso mas eu acho que não era mesmo uma imagem do futuro. A cadeira é lugar de destaque para quem desejou estar visível mas logo deseja ficar invisível esconder-se frequência de actos falhados. Boca seca lembra improvável alvoroço de representação como se o mundo fosse um palco mas eu incapaz de subir a uma cadeira desço degraus ou rampas medianamente inclinadas.
é no fundo
Debato-me como um prisioneiro incompreensivelmente diminuído nos seus movimentos como se (bizarro!) estivesse metido num saco debato-me debato-me sempre mas o saco continua sempre a tolher-me os movimentos. Ou de repente como se nada passasse cá dentro e só lá fora observando a janela como um ecrã o filme que se vai desenrolando perante os meus olhos imenso contínuo arrastamento horizontal as paisagens de um país que já foi que já fui correndo inexpressivamente como num filme a janela como num filme.
Eu revisited
A banda sonora é a do homem que chega a casa cansado do dia cansado da vida o homem que pousa o coração para pegar na guitarra há alturas em que as coisas mais importantes são mesmo as mais importantes o fim do dia o fim da música o fim da vida. O fim de si próprio em suspiros a mão não descola do queixo da cara os olhos piscam não ainda não ainda nada o que me teve mesmo pleno significado foi aquela dor forte fininha incisiva no coração dor de ansiedade dor de paciência na espera dor de querer a dor do coração que espera para ficar cheio feliz. E no fundo que tonto apressado aos pulos antes do tempo decerto vai ficar cansado quando chegar à altura as pernas fraquejam-lhe e o mais certo é desequilibrar-se não basta o ridículo agora só mais isto. Hoje agora e sempre olhos em órbitas a explodir e a explodir em força para conter a explosão eminente. Hoje agora e sempre nó na garganta sem gravata a voz que é só uma as entoações que são várias variáveis dependendo da força do nó da gravata da garganta.
Sonho daquele beijo eterno em lugar incerto. Respiração respiração acelerada mãos em lume momentos suspensos passos tropeços tropegamente o peito a subir e a descer a máquina em permanente aceleração incomportável para esta a máquina fragilizada a precisar de reparação urgente ou só descanso preenchimento. O medo ou não propriamente medo mas receio temor do que sou e trago em relação em comparação frente a frente com o que eu-não sou imagem mental a confrontação com a expectativa que não posso evitar de mim próprio o cumprir de certas metas tiques traços características de personalidade. Remoinho de imagens e os olhos ávidos a sorver os ouvidos em êxtase ou bloqueio essencialmente isso uma náusea encantadora toques abraços remoinho beijos imagens palavras sons perguntas remoinho meias-respostas respostas incompletas ou respostas nenhumas chavões fugas para a frente para o lado são estas luzes falta de hábito o tempo que já lá vai e o que nunca foi e este ano. A revolta as incidências de deixar a boca aberta como ser roubado em casa todo eu sou indignação e ingenuidade e indignação e palavras presas no peito. Dêem-me a luz da noite e uma mesa redonda ou como noutras ocasiões aliás eu posso ver o futuro eu olho o futuro à minha frente a ter lugar relativamente claro ou então sou eu a pensar mais do que devo nisso mas eu acho que não era mesmo uma imagem do futuro. A cadeira é lugar de destaque para quem desejou estar visível mas logo deseja ficar invisível esconder-se frequência de actos falhados. Boca seca lembra improvável alvoroço de representação como se o mundo fosse um palco mas eu incapaz de subir a uma cadeira desço degraus ou rampas medianamente inclinadas.
é no fundo
Debato-me como um prisioneiro incompreensivelmente diminuído nos seus movimentos como se (bizarro!) estivesse metido num saco debato-me debato-me sempre mas o saco continua sempre a tolher-me os movimentos. Ou de repente como se nada passasse cá dentro e só lá fora observando a janela como um ecrã o filme que se vai desenrolando perante os meus olhos imenso contínuo arrastamento horizontal as paisagens de um país que já foi que já fui correndo inexpressivamente como num filme a janela como num filme.
Eu revisited
A banda sonora é a do homem que chega a casa cansado do dia cansado da vida o homem que pousa o coração para pegar na guitarra há alturas em que as coisas mais importantes são mesmo as mais importantes o fim do dia o fim da música o fim da vida. O fim de si próprio em suspiros a mão não descola do queixo da cara os olhos piscam não ainda não ainda nada o que me teve mesmo pleno significado foi aquela dor forte fininha incisiva no coração dor de ansiedade dor de paciência na espera dor de querer a dor do coração que espera para ficar cheio feliz. E no fundo que tonto apressado aos pulos antes do tempo decerto vai ficar cansado quando chegar à altura as pernas fraquejam-lhe e o mais certo é desequilibrar-se não basta o ridículo agora só mais isto. Hoje agora e sempre olhos em órbitas a explodir e a explodir em força para conter a explosão eminente. Hoje agora e sempre nó na garganta sem gravata a voz que é só uma as entoações que são várias variáveis dependendo da força do nó da gravata da garganta.
6 Comentários:
gostei muito do que escreveste...
bem vindo de volta!!!
Bjs
bem vindo :)
como sempre bonitas palavras. as tuas
Muito obrigado às duas pelos comentários tão simpáticos! É óptimo estar de volta, acreditem!
Tenho a dizer que gostei muito deste texto. Tal como da "banda sonora". :) Música para os meus ouvidos, quer as palavras, quer os acordes. ;)
(Tu sais uma paragem antes de mim, no comboio :P)
Obrigado! Fico contente que tenhas gostado!
Isso de sair uma estação antes não é bem assim!... Depende de que comboio estamos a falar! É que eu vou sempre de regional!
Beijinhos!
Amora!
O texto esta lindo!
Continua a escrever! Quero continuar a ler-te, continuar a amar-te...
Beijinhos!
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