Nunca tanto em tanto vinte ano como este senti estar sentado em cadeiras o corpo presente e tudo o mais ausente não mera distracção antes sim abstracção alienação a embalagem esta porcaria fica para aqui sentado em cadeiras o resto tudo o resto voa por aí viaja a quilómetros de velocidade a quilómetros de distância não quer estar aqui foge viaja. Quando as cadeiras onde me sento estão debaixo de neve só o corpo fica molhado o resto está deitado em ilhas ao sol na realidade está deitado em ilhas ao lado do sol da pessoa-sol quando chove no coração o resto vê-se respirar calmamente descansadamente tudo na vida seguro apertado na mão estes pedaços os que ficam para trás quem se importa viajo e não estou por aqui mesmo que me vejam sentado em cadeiras.
1 Comentários:
porque é que o que tanto queremos se torna tão inacessível?
tudo bem que a luta dá outro gosto ás coisas, mas tanta luta assim causa demasiada dor, alienação, desespero...
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