UMA CRÓNICA COMO TANTAS OUTRAS
Ljubljana, há mais de cinco meses. Ljubljana é uma cidade absolutamente intrigante, fantástica e diversa. Aqui nunca há o risco de não ter o que fazer. Aqui não há momentos mortos, nunca ninguém se aborrece, há vida a fervilhar por toda a parte, todos os dias, todo o dia. Acho que ninguém alguma vez se pode fartar de Ljubljana, porque é uma cidade tão intensa que não pára de nos surpreender. A vida aqui é feita de emoções fortes.
Na generalidade, os eslovenos são imensamente simpáticos, acessíveis e faladores. Mostram uma curiosidade enorme pelos estrangeiros e pelos motivos que os levam a escolher o país deles. São muitíssimo prestáveis e não negam nunca ajuda, seja para o que for. É praticamente impossível ter azar com as pessoas.
Também o pessoal que organiza a recepção aos estudantes estrangeiros é fora-de-série, dando o que tem e o que não tem para que a estadia em Ljubljana seja inesquecível. As actividades que organizam conseguem sempre conciliar a vertente recreativa com a vertente lúdica. Nunca falhei uma actividade, e sempre dei o meu tempo por muito bem empregue.
Assim como com os eslovenos, o mesmo se passa com os estudantes Erasmus. Regra geral, toda a gente é impecável, há um espírito de grande entreajuda e pessoas muito interessantes para conhecer. Não é difícil fazer amigos entre gente assim.
Reflectindo, apercebo-me que nada aqui acontece de forma gratuita ou imotivada, há sempre nobres causas e princípios por detrás de cada acção, de cada gesto. Os fins espelham a elevação dos meios. Que sorte poder lidar com gente assim no meu dia-a-dia!...
Não duvido que noutros sítios isso possa acontecer, mas acho que seria impossível ouvir algum membro desta comunidade fantástica aqui de Ljubljana dizer que só queria ter sexo, porque para amor tinha a namorada. Aqui é impossível assistir à degradação do puro coleccionismo de medalhas de países. Aqui não há turistas sexuais. Aqui o carácter fala mais alto e toda a gente tem valores elevados que exerce com vigor.
Em suma, estou indizivelmente contente por ter escolhido Ljubljana para fazer Erasmus. Não me arrependo nem um bocadinho. Se fosse hoje tornava a fazer a mesma opção. E claro, tomem lá a frase clássica, façam Erasmus vão ver que não se arrependem.
A única verdade neste texto é que tudo o resto é mentira.
texto publicado no Jornal Universitário de Coimbra - A CABRA número 146 de 14 de Fevereiro [pdf]
Na generalidade, os eslovenos são imensamente simpáticos, acessíveis e faladores. Mostram uma curiosidade enorme pelos estrangeiros e pelos motivos que os levam a escolher o país deles. São muitíssimo prestáveis e não negam nunca ajuda, seja para o que for. É praticamente impossível ter azar com as pessoas.
Também o pessoal que organiza a recepção aos estudantes estrangeiros é fora-de-série, dando o que tem e o que não tem para que a estadia em Ljubljana seja inesquecível. As actividades que organizam conseguem sempre conciliar a vertente recreativa com a vertente lúdica. Nunca falhei uma actividade, e sempre dei o meu tempo por muito bem empregue.
Assim como com os eslovenos, o mesmo se passa com os estudantes Erasmus. Regra geral, toda a gente é impecável, há um espírito de grande entreajuda e pessoas muito interessantes para conhecer. Não é difícil fazer amigos entre gente assim.
Reflectindo, apercebo-me que nada aqui acontece de forma gratuita ou imotivada, há sempre nobres causas e princípios por detrás de cada acção, de cada gesto. Os fins espelham a elevação dos meios. Que sorte poder lidar com gente assim no meu dia-a-dia!...
Não duvido que noutros sítios isso possa acontecer, mas acho que seria impossível ouvir algum membro desta comunidade fantástica aqui de Ljubljana dizer que só queria ter sexo, porque para amor tinha a namorada. Aqui é impossível assistir à degradação do puro coleccionismo de medalhas de países. Aqui não há turistas sexuais. Aqui o carácter fala mais alto e toda a gente tem valores elevados que exerce com vigor.
Em suma, estou indizivelmente contente por ter escolhido Ljubljana para fazer Erasmus. Não me arrependo nem um bocadinho. Se fosse hoje tornava a fazer a mesma opção. E claro, tomem lá a frase clássica, façam Erasmus vão ver que não se arrependem.
A única verdade neste texto é que tudo o resto é mentira.
texto publicado no Jornal Universitário de Coimbra - A CABRA número 146 de 14 de Fevereiro [pdf]
2 Comentários:
A minha sincera vénia. O texto é deliciosamente banal e cheio de lugares comuns até à última linha.
Apesar de tudo, tinha ficado com ideia de uns eslovenos realmente simpáticos. Mas foram só três dias. Se calhar, tive sorte com as pessoas.
Abraço
Obrigado!
Quanto aos eslovenos... Bem, eu acho que no texto faço uma generalização, que como todas as generalizações, é perigosa, mas necessária para o contraste com a frase final. A verdade é que nem todos os eslovenos que conheci são uns sacanas. Há gente porreira. Se calhar eu é que tive azar com algumas pessoas...
Um abraço!
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