NÃO CHOVE CHORO
Amanhã e logo. Amanhã não vai poder ser. Assim. Subitamente vejo-me a cortar a minha própria garganta. Ou então pendurado de uma janela. Ou então afogado. Desfeito no pavimento. Como uma obsessão. Como uma segunda terceira quarta última prioridade que se fartou de estar metida na prateleira ou não na prateleira na gaveta sim porque na gaveta nem à vista está metida na gaveta bem lá no fundo por trás e por baixo de coisas desinteressantes e velhas coisas que já não interessam se alguma vez chegaram a interessar.
Aqui onde me sento vou ficando coberto de pó.
Tremores no peito e nas mãos que se enganam demasiadas vezes. Pensamentos negros como as nuvens lá fora. Já era altura de. A cama está desfeita e eu sentado nela a cabeça entre as mãos só mostra que não posso ouvir música qualquer dia corro tudo ao pontapé vai tudo para à rua tudo desfeito e depois ainda salto em cima dos destroços e no final mastigo-os com a alegria com que mastigo as enormes colheradas de vidro que me vão servindo. Amanhã? (Como quem diz É optimo estar ctg...)
[Surpresa explosiva rasga-me as entranhas para quê tanta desilusão para quê tanto isto para quê tanto tudo não podia eu só explodir comigo mesmo desfazer-me de uma vez por todas desaparecer para nunca mais lágrimas à noite para nunca mais estas patetices estes exageros estes filmes já vistos. Estou farto]
Amanhã não vai poder ser.
Isto no fundo é só uma dorzinha de nada há-de passar eu não posso ler tantas coisas em tão poucas letras.
Aqui onde me sento vou ficando coberto de pó.
Tremores no peito e nas mãos que se enganam demasiadas vezes. Pensamentos negros como as nuvens lá fora. Já era altura de. A cama está desfeita e eu sentado nela a cabeça entre as mãos só mostra que não posso ouvir música qualquer dia corro tudo ao pontapé vai tudo para à rua tudo desfeito e depois ainda salto em cima dos destroços e no final mastigo-os com a alegria com que mastigo as enormes colheradas de vidro que me vão servindo. Amanhã? (Como quem diz É optimo estar ctg...)
[Surpresa explosiva rasga-me as entranhas para quê tanta desilusão para quê tanto isto para quê tanto tudo não podia eu só explodir comigo mesmo desfazer-me de uma vez por todas desaparecer para nunca mais lágrimas à noite para nunca mais estas patetices estes exageros estes filmes já vistos. Estou farto]
Amanhã não vai poder ser.
Isto no fundo é só uma dorzinha de nada há-de passar eu não posso ler tantas coisas em tão poucas letras.
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