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10 outubro 2005

VIAGEM, TEMPO DE PARTIR, ALÍVIO, POR FIM

Soa-me uma guitarra portuguesa inevitavelmente guitarra portuguesa inevitavelmente Paredes Paredes o mestre. De vez em quando quase consigo ouvir mesmo ouvir como se estivesse ao meu lado a guitarra, esta guitarra, a guitarra portuguesa, a guitarra que tem gente dentro. Só de dia, a guitarra, só de dia. De noite ou durmo ou não durmo se não durmo é porque estou não-cansado ou não-descansado se estivesse cansado dormia, se estivesse descansado dormia também. Se estou não-cansado não durmo porque não há necessidade. Se estou não-descansado não durmo porque não consigo, estou inquieto, irrequieto, ansioso. Se estou impaciente desassossegado alvoroçado não durmo ainda que nessas alturas queira dormir, dormir rápido para o tempo passar mais depressa. Quando quero muito que algo aconteça durmo para o tempo passar mais rápido para que o que eu anseio aconteça.

Amanhã acontece algo que eu anseio muito e já hoje não consegui dormir. É tanto o desassosego.

Hoje voltei a ver Sol. Hoje dia mais um dia dia de férias e as pessoas riem e dizem que invejam e eu não percebo absolutamente. Tanto melhor. Hoje comer sem escolher, tanto faz, o costume. Hoje café com canela no café flutuante. Hoje e todos os dias dor de pensar de articular sinto que já nem consigo articular um discurso. Hoje todos os dias cansa a velocidade a cadência a passagem.

1 Comentários:

Anonymous Anónimo disse...

acredita que estamos contigo...
nao presente mas no coração miudo!

fazes falta cá! tu e o teu cabelo!

:) hehe
aquele abraço

uh ha

12/10/05 19:07  

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