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04 agosto 2005

MONÓLOGO (FALANDO PARA A PAREDE)

imagem em Radiohead artwork
Aqui estou eu outra vez defronte um enorme muro de silêncio. O que espero? Não sei. A verdade é que não faço a mínima ideia. Estou aqui por estar. Por achar que devo aqui estar. Por ainda acreditar que alguma coisa vai cair lá muito de cima, do muro, qualquer coisa para me alegrar e me dizer que tudo não é assim tão mau como eu penso. Exactamente, como eu penso. As coisas se calhar não são assim como eu as faço - no pensamento. Até se pode dar o caso que nada seja como eu penso, e nesse caso já sei que não estou aqui a fazer nada.

Torno a olhar para o muro. Por momentos distraí-me com este pensamento, o pensamento do pensamento, círculo vicioso que nos emaranha, nos prende, nos confunde, nos desanima e nos entristece. Ou pelo menos a mim. Sim, a mim o pensamento faz isso tudo - e muito mais. Mas o pior é mesmo quando o pensamento, não contente por me destruir a mim, quer ainda destruir os outros à minha volta. Às vezes, em ocasiões de maior actividade pensante, as consequências roçam o inimaginável. Ou o imaginável, mas que não é bom imaginar. Nessas alturas faço um esforço e tento por tudo controlar o meu pensamento. Não digo que não é difícil, porque na realidade é bastante difícil. Por vezes tenho sucesso, e quando isso acontece até me costumo dar bem e andar contente. Quando o pensamento leva a melhor, o caso é mais grave. É por isso é que, acima de tudo, tenho de me preocupar em disciplinar o pensamento. Não pode ser assim tão difícil acreditar. ("I don't know why I feel so tongue-tied/ I don't know why I feel so skinned alive/ A little bit of knowledge will destroy you", Radiohead)

[-Tenho feito bastantes paciências para não ser impaciente.
-Olá monstrinho azul, vais fazer barulho? Se não vais fazer, por favor sai de junto de mim.]