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14 fevereiro 2005

EM CASO DE INCÊNDIO (A QUENTE)

Toda a vida sempre assim. Uma sucessão incoerente de "faux-pas" terríveis, que me perseguem e me torturam nos maus momentos. Atitudes irreflectidas e despropositadas. Sem pensar nas consequências. Irresponsabilidade acriançada imprópria e inadmissível em gente adulta.

Nestas alturas só me ocorre um ódio profundo e irracional pelo que sou, um sentimento de repulsa por tudo o que faço. Não mereço nada a não ser o pior do que tenho. Só me apetece mastigar as minhas lágrimas, decepar os meus membros, esbofetear-me com violência. Descaracterizar este ser ignóbil em que me encontro encerrado, sem hipótese de fuga ou reconsideração.

Nestas alturas só me apetece desaparecer da face do mundo. Mas antes beijar-te e levar comigo a recordação utópica de uma felicidade que não está ao meu alcance experimentar.

1 Comentários:

Anonymous Anónimo disse...

Bravo, Bravo, Bravo...sempre com bê grande, porque tu o mereces

25/2/05 22:11  

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